HISTÓRIA DO LBT



A história do Laboratório de Baixas Temperaturas do Instituto de Física da UFRJ é mais uma conquista desses homens que com mais amor à ciência do que recursos fizeram possível o avanço das pesquisas científicas no Brasil.


Embora tenha contado com o apoio de muitos que, em seu momento, empenharam esforços para permitir a concretização deste projeto, foi a perseverança e a determinação do Prof. Eugenio Lerner e daqueles que a ele se uniam, que levaram à consolidação do Laboratório de Baixas Temperaturas.

Vindo do "Stevens Institute of Technology” em Hoboken, New Jersey, onde era Professor-Pesquisador, o Professor Lerner iniciou, em 1973, a implantação do Laboratório de Baixas temperaturas (LBT).

Seu retorno ao Brasil e incorporação ao Instituto de Física da UFRJ se deu graças à iniciativa e empenho do Professor Fernando de Souza Barros junto à Reitoria da UFRJ, Diretoria do Instituto de Física e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), onde apresentou projeto que incluía auxilio para a aquisição de um Liquefator de Helio, a partir de um Projeto de Criogenia apresentado ao CNPq pelo Prof. Lerner em agosto de 1972. O Prof. Souza Barros também se empenhou junto ao CNPq para obter auxílio de despesas da viagem de retorno, o que conseguiu com o Prof. Frota Moreira.

Deve-se também ressaltar o interesse e empenho dos professores Anita Macedo e Alexandre Sergio da Rocha - diretores do I.F. na época das negociações iniciais e quando do retorno final, respectivamente – e ainda de Paulo Emidio Barbosa, Decano do CCMN e Antonio Paes de Carvalho, Vice-Reitor da UFRJ.

O LBT contava, inicialmente, além do Liquefator de Helio, com um Liquefator de Nitrogênio do Instituto de Química, cedido mediante acordo entre as duas Instituições, e de equipamento trazido pelo Prof. Lerner, como doação pessoal do "Stevens Institute of Technology",  transportado para o Brasil por cortesia da Força Aérea Brasileira. Isto permitiu as primeiras experiências de adsorção de Óxido Nitroso em Grafite na faixa de temperatura entre Nitrogênio líquido e gelo seco, nas primeiras atividades científicas do recém criado laboratório. O BNDE concedeu, logo após, auxílio fundamental para a consolidação do LBT, devendo ser destacado o interesse e entusiasmo pelo projeto dos professores à época  responsáveis por estes tipos de auxílios - Luiz Candiota e José Pelucio Ferreira. Com recursos e alguns equipamentos, os primeiros passos do LBT eram promissores.

 



Posted by Someone on January 2, 2007 Comments (18)

O INÍCIO

Através de contatos internacionais, teve início a seleção da equipe necessária para o implantação do Laboratório. O primeiro a aceitar o convite foi o Prof. Erich Meyer que se encontrava, à época, em Lausanne (Suíça) e  fora recomendado pelo Prof. Rinderer - orientador de sua tese de doutorado na área de Supercondutividade Aplicada. Tendo chegado em 1974, o Prof. Meyer teve participação ativa na montagem do Laboratório, especialmente no que diz respeito aos Liquefatores.

Os técnicos Luiz Carlos Norte e Djalma Mendonça foram contratados em seguida, tendo sido treinados pelos Profs. Meyer e Lerner para trabalhar nos Liquefatores.

Alunos de Pós-Graduação que faziam parte do corpo docente do I.F. - Edson Pereira de Souza, Fortine Hanono, Rui Fernando Rodrigues Pereira, José Leonardo M. Demétrio de Souza e Luis Nascimento – incorporaram-se ao LBT, empenhando-se com dedicação em sua montagem à época da primeira transferência de Helio líquido, em 1974.

Em 1975, o Prof. Francis Millot ingressou no LBT por recomendação de seu orientador de doutorado - Prof. Lahrer, do "Centre D'Etudes Nucleáires de Saclay". Este último trabalhava em problemas do fenômeno da adsorção, área em que o Prof. Lerner havia iniciado os programas de pesquisa do laboratório. Por se tratar de um físico-químico, a experiência do Prof. Millot era fundamental, especialmente em aspectos não completamente familiares aos demais membros do laboratório. Razões pessoais, entretanto, obrigaram-no a regressar à França após cinco anos de permanência no Brasil.

Em 1976, a Professora Susana de Souza Barros incorporou-se ao laboratório iniciando uma nova linha de pesquisa sobre magnetismo em oxalatos, tema que havia iniciado nos laboratórios de baixas temperaturas da Carnegie Mellon University e que desenvolveria até 1982, ano em que deixou o LBT para se dedicar à área da Pesquisa em Ensino de Ciências.

No ano de 1976, vindo da "Comisíon Nacional de Energía Atómica" em Buenos Aires, Argentina, chegava o Professor Raul Edgardo Rapp, por indicação do Prof. John C. Wheatley, orientador de sua pesquisa de Doutorado na University of California, em S. Diego, sobre propriedades de Helio 3 na curva de fusão. Com bons conhecimentos em técnicas e equipamentos de medida a baixas temperaturas, o Prof. Rapp dinamizou os trabalhos do laboratório, reformando e desenvolvendo sua aparelhagerm. Com a implantação de um sistema de medidas de calor específico de gases adsorvidos, foram realizadas as primeiras medições em 1977.

A colaboração dos professores Paulo Costa Ribeiro (PUC-RJ) e Oscar Vilches (University of Washington) foi também de grande importância na fase inicial do LBT.

Leia mais....

Posted by Someone on December 13, 2007 Comments (18) .

Design downloaded from Free Templates - your source for free web templates